Publicado por: Vani. | Novembro 19, 2008

Piratas ameaçam as compras de Natal

BBC Londres

Os consumidores britânicos foram alertados de que poderiam encarar a falta de certos artigos, que vão de roupas até combustíveis, enquanto uma ação efetiva não for tomada contra os seqüestros de navios realizados por piratas na costa da Somália.

- Os efeitos podem se tornar evidentes com a chegada do Natal, disse a Câmara Britânica de Comércio Marítimo (CBCM).

Só este ano mais de 30 navios foram seqüestrados pelos piratas somalianos no Golfo de Áden, cada um com centenas de membros da tripulação pegos como reféns. O nível com que os navios estão sendo tomados levou a CBCM a alertar os consumidores de que todos os suprimentos que vêm da Ásia para o Reino Unido e Europa Ocidental podem estar em risco.

(…)

Dos navios pirateados este ano, o que mais chamou atenção até então foi o MV Faina, uma embarcação ucraniana carregando tanques e armamento pesado.
Mas a maioria dos navios que atravessam o Golfo carregam suprimentos vitais para o funcionamento da economia global. Bens diversos como petróleo, gás, carros, têxteis e eletrônicos passam pela Somália em direção à Grã-Bretanha. A rota alternativa, passando pelo Cabo da Boa Esperança, adicionaria mais três semanas ao tempo normal de viagem. Entretanto, a Câmara Internacional de Comércio Marítimo (ICS, na sigla em inglês) afirma que duas empresas já autorizaram seus capitães a seguirem o caminho mais longo e outras parecem estar considerando tomar a mesma atitude.

Alguma medidas estão sendo tentadas contra os piratas, cujas ações também atrapalham o envio de ajuda à terra firme na Somália, país arrasado por guerras. Uma frota com 10 navios da OTAN está a caminho do Golfo de Áden e duas resoluções do Conselho de Segurança foram aprovadas condenando a pirataria e urgindo uma ação coordenada para parar os ataques. O assunto também está em discussão no Parlamento Europeu.

Entretanto, há uma clara demora em se lidar com o problema, dizem alguns especialistas. A ICS diz que se linhas aéreas comerciais fossem atacadas tão freqüentemente quanto navios a reação dos governos seria bem diferente. “Levou muito tempo para que os políticos ficassem atentos a isso e providenciassem ações militares reais”, disse Peter Hinchcliffe, da ICS. “E enquanto toda essa discussão está em andamento e enquanto os piratas continuam a deter os navios em busca de resgates, há uma real possibilidade de que encomendas sejam suspensas e que entregas sejam atrasadas”.

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Fonte: http://news.bbc.co.uk/nolpda/ukfs_news/hi/newsid_7686000/7686466.stm


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