Publicado por: Vani. | Novembro 16, 2008

GUIA!

Sem mais delongas, enfim, o guia:

http://www.onujr.com/PDF/Guia PBC.pdf

Mais uma vez pedimos desculpas pelo atraso.

Agradecemos a compreensão de todos.

Só podemos desejar agora que leiam o guia e estejam dispostos para os próximos dias.

Divirtam-se.

Publicado por: Vani. | Novembro 19, 2008

Blackwater: lutaremos contra os piratas da Somália

Wired

Analistas de segurança e o governo somaliano têm flertado publicamente com a idéia de se contratar mercenários para deter os piratas que estão aterrorizando o leste da África. Agora, a notória Blackwater respondeu ao chamado, com a divulgação de um plano de ação marítimo.

“A Blackwater Worldwide anunciou hoje que seu navio de 183 pés, o McArthur, está pronto para auxiliar a indústria de comércio marítimo em sua luta contra o agravamento do problema da pirataria no Golfo de Áden”, diz uma declaração da empresa. “Como uma companhia fundada e gerida por antigos membros das forças especiais da Marinha norte-americana, com um banco de dados de 50 mil ex-militares ou profissionais do ramo de segurança, a Blackwater se posiciona de maneira única para ajudar a indústria cargueira”.

Os piratas somalianos já atacaram embarcações comerciais mais de 100 vezes só este ano. A Marinha dos Estados Unidos e seus aliados admitiram que não possuem frotas grandes o suficiente para assegurar a integridade de todo e qualquer navio. Dessa forma, os proprietários dos navios estão buscando proteção na Blackwater, conforme o Vice-Presidente Executivo Bill Mathews.

Não é exatamente uma idéia nova. Mercenários têm lutado contra piratas há bons oito séculos, no mar e em terra. Em 2005, o governo somaliano tentou contratar uma empresa de segurança privada dos Estados Unidos (Top Cat Marine Security) para prover proteção marítima – mas a companhia acabou mergulhada em um escândalo. Em junho, houve relatos não muito claros sobre uma empresa francesa que fechou um negócio de $150 milhões para ocupar o lugar da outra empresa. Um almirante dos EUA chegou até a, supostamente, reforçar o coro sobre o uso de mercenários na luta contra piratas. Mas isso levantaria mais questões legais do que qualquer um poderia imaginar.

Enquanto isso, a Blackwater procura novos formas de ganhar dinheiro, já que seus negócios com a proteção de diplomatas e executivos no Iraque mostram sinais de fragilidade. Os empregados da companhia protegem hoje interceptadores de mísseis no Japão, treinam a polícia secreta taiwanesa e costumam resgatar ocidentais do Quênia. A empresa está organizando ainda um conjunto de aviões, helicópteros e aeronaves espiãs. E não esqueçamos do trabalho da Blackwater após a passagem do furacão Katrina em Nova Orleans. Talvez a companhia consiga encontrar uma outra confusão para resolver.
Fonte: http://blog.wired.com/defense/2008/10/blackwater-well.html

Publicado por: Vani. | Novembro 19, 2008

Piratas seqüestram navio árabe na costa do Quênia

allAfrica.com

Piratas seqüestraram um supercargueiro da Arábia Saudita e sua tripulação de 25 pessoas na costa do Quênia, afirmou nesta segunda a Marinha dos Estados Unidos.

“Ataques ousados têm sido crescentemente conduzidos pelos piratas somalianos contra uma variedade de embarcações mercantis”, afirmou em um comunicado emitido em Bahrain a Quinta Frota americana.

O comunicado afirma que os piratas atacaram o enorme navio-tanque Sirius Star, a mais de 450 milhas náuticas do sudeste de Mombasa. O navio tinha bandeira da Líbia e pertencia à empresa árabe Saudi Aramco. A tripulação era composta por cidadãos croatas, britânicos, filipinos, poloneses e árabes.

Na semana passada, uma equipe militar da Grã-Bretanha, da fragata HMS Cumberland, matou dois possíveis piratas em uma troca de tiros com os ocupantes de um barco a vela que a Marinha Real Britânica afirmou ter sido identificado como participante em uma tentativa de seqüestro de uma embarcação dinamarquesa.

Ainda, o comunicado da Marinha americana disse que apesar da maior presença naval na costa da Somália ter reduzido efetivamente os ataques em alto mar, as forças navais não conseguem estar em toda parte.
“Nossa presença na região é para ajudar a deter ou atrapalhar ataques criminosos na costa somaliana”, disse o Vice-Almirante Bill Gortney, comandante das Forças Marítimas Combinadas, “mas a situação com o Sirius Star claramente demonstra a habilidade dos piratas em adaptar suas táticas e métodos de ataque”.
Fonte: http://allafrica.com/stories/200811171291.html

Para ler mais e ver um vídeo: http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/africa/article5172770.ece?token=null&offset=0&page=1

Publicado por: Vani. | Novembro 19, 2008

Piratas ameaçam as compras de Natal

BBC Londres

Os consumidores britânicos foram alertados de que poderiam encarar a falta de certos artigos, que vão de roupas até combustíveis, enquanto uma ação efetiva não for tomada contra os seqüestros de navios realizados por piratas na costa da Somália.

- Os efeitos podem se tornar evidentes com a chegada do Natal, disse a Câmara Britânica de Comércio Marítimo (CBCM).

Só este ano mais de 30 navios foram seqüestrados pelos piratas somalianos no Golfo de Áden, cada um com centenas de membros da tripulação pegos como reféns. O nível com que os navios estão sendo tomados levou a CBCM a alertar os consumidores de que todos os suprimentos que vêm da Ásia para o Reino Unido e Europa Ocidental podem estar em risco.

(…)

Dos navios pirateados este ano, o que mais chamou atenção até então foi o MV Faina, uma embarcação ucraniana carregando tanques e armamento pesado.
Mas a maioria dos navios que atravessam o Golfo carregam suprimentos vitais para o funcionamento da economia global. Bens diversos como petróleo, gás, carros, têxteis e eletrônicos passam pela Somália em direção à Grã-Bretanha. A rota alternativa, passando pelo Cabo da Boa Esperança, adicionaria mais três semanas ao tempo normal de viagem. Entretanto, a Câmara Internacional de Comércio Marítimo (ICS, na sigla em inglês) afirma que duas empresas já autorizaram seus capitães a seguirem o caminho mais longo e outras parecem estar considerando tomar a mesma atitude.

Alguma medidas estão sendo tentadas contra os piratas, cujas ações também atrapalham o envio de ajuda à terra firme na Somália, país arrasado por guerras. Uma frota com 10 navios da OTAN está a caminho do Golfo de Áden e duas resoluções do Conselho de Segurança foram aprovadas condenando a pirataria e urgindo uma ação coordenada para parar os ataques. O assunto também está em discussão no Parlamento Europeu.

Entretanto, há uma clara demora em se lidar com o problema, dizem alguns especialistas. A ICS diz que se linhas aéreas comerciais fossem atacadas tão freqüentemente quanto navios a reação dos governos seria bem diferente. “Levou muito tempo para que os políticos ficassem atentos a isso e providenciassem ações militares reais”, disse Peter Hinchcliffe, da ICS. “E enquanto toda essa discussão está em andamento e enquanto os piratas continuam a deter os navios em busca de resgates, há uma real possibilidade de que encomendas sejam suspensas e que entregas sejam atrasadas”.

(…)

Fonte: http://news.bbc.co.uk/nolpda/ukfs_news/hi/newsid_7686000/7686466.stm

Newsweek

Há seis meses, a República Democrática do Congo assinou um acordo de $9 bilhões com a China para fornecer cobre e cobalto ao país em troca de milhares de quilômetros de estradas e ferrovias. Os otimistas viram o negócio como um sinal de que o governo congolês – elevado ao poder nas históricas eleições de 2006 – estava tentando transformar sua riqueza mineral em motor do desenvolvimento econômico. Os pessimistas indicaram a ilegalidade habitual existente nas províncias de North e South Kivu, alimentada pela extração ilegal de minério, como um sinal de que fraqueza governamental para além das fronteiras da capital Kinshasa. Agora o aumento da violência no leste fez crescer o medo de que o governo congolês possa ser derrubado, com conseqüências graves para os países em toda a Áfica central.

Apesar da presença da maior força de peacekeeping das Nações Unidas (a MONUC), o leste do Congo tem sido uma terra sem lei por ao menos uma década. Diante de milícias rebeldes fora de controle e militares e policiais congoleses mal treinados, centena de milhares de civis fugiram de suas casas. A agência da ONU para refugiados relatou que mesmo seus campos não fornecem garantia de segurança contra as milícias. A tentativa mais recente em acabar com a violência – um tratado de paz assinado em janeiro deste ano – falhou em evitar os últimos combates e já é amplamente considerado como um fracasso. Numerosas tentativas de negociação com o líder rebelde mais importante da região, Laurent Nkunda, também não tiveram sucesso.

(…)

Os riscos são altos: o Congo faz fronteira com nove países africanos e a instabilidade no leste poderia se espalhar como uma guerra regional, da mesma forma que ocorreu em meados dos anos 90, gerando o maior número de vítimas em um conflito desde a Segunda Guerra. O país também tem a segunda maior floresta tropical do mundo, cuja proteção e manejo são cruciais para minimizar os efeitos negativos da mudança climática global. As riquezas mineiras do país e sua completa falta de estabilidade governamental também poderiam atrair terroristas e traficantes de armas.

Muitos analistas dizem que a paz não chegará ao Congo enquanto dois grupos rebeldes – a CNDP (de Nkunda) e a FDLR (um grupo rebelde da vizinha Ruanda) – não forem desmantelados. A disposição internacional de enviar tropas para a região parece mínima, o que deixa toda a segurança nas mãos das forças de peacekeeping da ONU. As Nações Unidas já pediram um aumento urgente dessas forças, contando com o apoio de diplomatas da União Européia.

A MONUC é a “única força possível” para proteger o leste do Congo, afirmou Anthony Gambino, ex-diretor da missão da USAID no país. “Em algum momento no futuro o exército congolês certamente conseguirá prover a segurança necessária sozinho, porém, para treinar apenas uma ou duas brigadas levará anos”, afirmou ele.

Alguns especialistas dizem que os esforços diplomáticos internacionais, na verdade, acabaram por acirrar os conflitos no leste do Congo.

(…)

“Os bons moços internacionais, apesar de suas boas intenções, acabaram por mais prejudicar do que ajudar na condução da crise ao usar um ponto de vista puramente internacional”, afirmou Séverine Autesserre, professor da Barnard College.

Fonte: http://www.newsweek.com/id/168647

Publicado por: Vani. | Novembro 11, 2008

Nações européias rejeitam envio de tropas ao Congo

AP

A França falhou na tentativa de garantir o apoio dos outros países da União Européia para o envio de uma força de 1500 homens que ajudaria os peacekeepers das Nações Unidas a conter a violência no leste do Congo.

Durante uma reunião de ministros europeus, Alemanha e Inglaterra se opuseram ao envio das tropas da UE. O Ministro das Relações Exteriores britânico David Miliband afirmou que a União Européia deve encorajar a União Africana a se esforçar mais militarmente, ao mesmo tempo em que tenta uma solução política. Ele recebeu bem a declaração de líderes sul-africanos que disseram poder enviar pacificadores, se necessário.

“O que é importante sobre essas conversas é a clara determinação dos líderes africanos em assegurar que seus países estejam na liderança política e militar da situação”, disse Miliband.

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O Ministro das Relações Exteriores da França Bernard Kouchner afirmou que há uma urgente necessidade de mais 3 mil soldados para reforçar os 17 mil homens das Nações Unidas no Congo. “A situação humanitária é extremamente desastrosa e intolerável”, disse.

Em uma declaração conjunta, ministros dos 27 Estados da União Européia não mencionaram o envio de tropas do continente. Entretanto, eles denunciaram a terrível situação humanitária no leste congolês, causada pelos confrontos entre os rebeldes de Laurent Nkunda e as forças do governo. Eles também condenaram “firmemente os inaceitáveis ataques aos direitos humanos”, incluindo o uso de crianças como soldados e estupros perpetrados por grupos paramilitares.

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Fonte: http://www.monuc.org/news.aspx?newsID=18970

NYTimes

Centenas de manifestantes furiosos atiraram pedras em um posto das Nações Unidas no leste do Congo, nesta segunda, frustrados porque oficiais da paz não pararam o avanço dos rebeldes que estão varrendo os campos rurais.

Os rebeldes já estão com o controle de muitas das principais cidades e do centro de operações do parque nacional onde vivem gorilas das montanhas em perigo de extinção no meio de um círculo seguro que está diminuindo cada vez mais.

Jaya Murthy, porta-voz da UNICEF na cidade de Goma, no leste do Congo, disse que guerras pesadas estavam causando fúria em muitas áreas, entre tropas do governo e forças rebeldes sob o comando de Laurent Nkunda, general renegado que diz lutar para proteger a etnia tutsi.

De acordo com oficiais da ONU, o protesto começou na segunda de manhã por volta das nove horas, depois que ativistas congoleses organizaram uma grande multidão para marchar até o centro de operações da ONU em Goma.

A manifestação rapidamente se tornou violenta, com manifestantes atirando grandes pedras no centro de operações e carros da ONU que estavam próximos. Houve relatos confusos sobre feridos ou mortos, alguns oficiais congoleses disseram que oficiais da paz das Nações Unidas mataram dois manifestantes em uma tentativa de acalmar a multidão. Não foi possível chegar até um porta-voz dos guardadores da paz das Nações Unidas imediatamente.

A violência no leste do Congo continua a toda força há muitos anos, mesmo com uma presença maior de pessoas das Nações Unidas que tentam buscar a paz, com mais de 17 mil tropas. “A população não está feliz com a ONU”, disse Murthy. “Eles não se sentem protegidos e estão ficando extremamente furiosos”.

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Nkunda recusou diversos cessar-fogo negociados com a ONU. Recentemente, ele ameaçou levar a guerra até Kinshasa, capital do Congo, que fica do outro lado do país. Suas forças são muito melhor preparadas e equipadas do que as tropas do governo, que são conhecidas por apontar suas armas enferrujadas para os civis, mas, mas tendem a fugir quando enfrentam uma ameaça real. Neste domingo, as forças de Nkunda desapropriaram uma base do exército do governo, pela segunda vez nas últimas semanas.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/10/27/enquanto_rebeldes_do_congo_avancam_manifestantes_apedrejam_posto_das_nacoes_unidas_2080962.html

Publicado por: Vani. | Novembro 2, 2008

Ban pede que respeitem cessar-fogo na RD Congo

Rádio ONU

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, declarou, nesta sexta-feira, em Nova Deli, capital da Índia, que está profundamente preocupado com a crise na República Democrática do Congo.

Ban afirmou que a situação no leste do país representa uma ameaça à segurança regional. O Secretário-Geral pediu o respeito do cessar-fogo em vigor e apelou aos líderes dos países na região para que tomem medidas concretas para a consolidação da paz.

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, também manifestou sua preocupação sobre o número crescente de mortos e outras violações dos Direitos Humanos nos últimos dias, na província de Kivu Norte. Pillay disse que em Goma, capital da província, os principais responsáveis pelos saques, violações sexuais e assassinatos são soldados do exército congolês.

Ainda nesta sexta-feira, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, ACNUR, anunciou que está investigando informações sobre saques nos campos para deslocados internos no norte de Goma. Segundo Redmond, o Acnur recebeu relatos de que vários acampamentos, perto da cidade de Rutshuru, tinham sido queimados e as pessoas evacuadas a força.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/7656.html

Publicado por: Vani. | Novembro 2, 2008

Situação tensa em Goma com avanço dos rebeldes

Rádio ONU

Os funcionários das Nações Unidas na cidade de Goma, leste da República Democrática do Congo, estão a trabalhar sob fortes restrições devido à tensa situação de segurança e ao avanço das forças rebeles. A informação é do porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur.

Segundo Andrej Maheci a situação esta quinta-feira estava mais calma após uma noite de intensos tiroteios e saqueamento generalizado em Goma. As várias agências das Nações Unidas presentes na área, ACNUR, Unicef e FAO foram hoje incapazes de distribuir assistência humanitária na cidade e arredores. Os serviços de segurança da ONU impuseram uma restrição de movimento aos seus funcionários e trabalhadores humanitários na sequência da escalada dos confrontos.

(…)

O Conselho de Segurança da ONU adotou um comunicado por unanimidade, condenado a recente ofensiva dos rebeldes de etnia Tutsi comandados pelo antigo general Laurent Nkunda. O comunicado pede aos rebeldes para pararem com os confrontos e manifesta preocupação para com notícias sobre o disparo de armas pesadas na fronteira entre o Ruanda e a República Democrática do Congo.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/7647.html

Publicado por: Vani. | Novembro 2, 2008

Nações Unidas alertam para catástrofe humanitária no Congo

RTP

O conflito entre tropas regulares e forças rebeldes da etnia tutsi na República Democrática do Congo está a criar uma “crise humanitária de dimensões catastróficas”, alertou esta quarta-feira o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Milhares de pessoas rumaram a Goma, no Leste do país, perante o avanço dos rebeldes leais ao general sublevado Laurent Nkunda.

Após três dias de combates intensos no Norte da República Democrática do Congo, Goma acolhe milhares de deslocados e encontra-se tomada pelo pânico. A progressão das forças rebeldes a partir do Norte do país obrigou as tropas do exército regular a deixarem Goma com destino a Bukavu, a principal cidade da província de Kivu Sul.

Um comunicado assinado esta quarta-feira pelo general Laurent Nkunda anuncia um cessar-fogo unilateral nos confrontos com “a MONUC [missão de manutenção de paz das Nações Unidas] e com a coligação governamental na periferia do núcleo da província de Kivu Norte”. No entanto, as Nações Unidas exortam “todas as partes a cessarem imediatamente as hostilidades e a respeitarem as leis humanitárias internacionais”.

“A intensificação e a expansão do conflito estão a criar uma crise humanitária de dimensões catastróficas e ameaçam produzir consequências críticas à escala regional”, afirma o secretário-geral da ONU num comunicado reproduzido pela porta-voz Marie Okabe. Ban Ki-moon condena ainda “a utilização de civis como escudos humanos” por parte dos beligerantes.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas esteve reunido na terça-feira para analisar um pedido de reforço de tropas avançado pelo comandante da MONUC, Alan Doss. Mas não chegou a acordo, pelo que o conflito congolês regressa esta quarta-feira à agenda do órgão.

O contingente da missão das Nações Unidas no Congo conta actualmente com 17 mil operacionais, que formam a maior força de manutenção de paz do Mundo. O Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, já veio pedir o destacamento de uma força multinacional para o país com um mandato claro de restauração da ordem.

O Governo congolês acusa o vizinho Ruanda de estar a apoiar a rebelião do general Nkunda, que abandonou a hierarquia das Forças Armadas em 2003. Ainda assim, Kabila enviou na terça-feira dois emissários a Kigali para discutir o conflito. As autoridades do Ruanda garantem, por seu turno, que não estão a dar apoio aos rebeldes tutsi.

(…)

Os apelos de Joseph Kabila encontram eco em Paris, onde o ministro francês dos Negócios Estrangeiros revelou que a França apoia o envio de um contingente de 400 a 1.500 efectivos europeus para a República Democrática do Congo.

(…)

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=370430&visual=26&tema=2

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